REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA PREVÊ CRESCIMENTO DE 9,5% EM 2010

14/4/2010 | Assessoria de Imprensa

“O setor de reparação de veículos mostrou a sua força em tempos de crise no passado e chamou a atenção dos fabricantes para o mercado interno”. A afirmativa é de Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), entidade que há quase 70 anos representa essa categoria econômica. Abaixo, em entrevista exclusiva sobre a AUTOMEC Pesados & Comerciais, Fiola ressalta que o evento se consolida como importante evento para a linha pesada que, segundo ele,“merecia uma feira exclusiva”.



Qual a importância da feira AUTOMEC Pesados & Comerciais para a indústria de reparação?
Antonio Fiola
- A Feira, específica para a linha pesada, mostra a importância desse segmento que tem peculiaridades e é diferente da linha leve. As oficinas de pesados possuem características bem distintas para atender às necessidades do público que busca seus serviços. É outra cultura, os motoristas de caminhões costumam acompanhar de perto os reparos nos veículos e entendem bem do assunto. A tecnologia embarcada nos caminhões trouxe um desafio aos reparadores que necessitam de mais conhecimento técnico para fazer a manutenção. O Sindirepa-SP tem se preocupado com a questão da capacitação profissional e tem oferecido palestras sobre common-rail (sistema de injeção direta de combustível diesel) às empresas associadas. O setor da reparação vive um novo momento totalmente voltado para a tecnologia. Portanto, é uma oportunidade importante para realizarmos o Congresso da Reparação de Veículos do Estado de São Paulo, na 5ª edição, que trata de assuntos relacionados ao setor e garante a participação de 400 reparadores.

Na primeira edição da AUTOMEC, em 2008, a conjuntura econômica e particularmente para o setor era adversa para a indústria de autopartes, mas havia luz no final do túnel para a área de reparação? Antonio Fiola - É interessante avaliar o que ocorreu no Brasil durante a crise. Os fabricantes de autopeças sofreram muito com a queda brusca das exportações, por conta da demanda que ficou reprimida em vários países. Contudo, o mercado interno se manteve aquecido principalmente para a linha leve, ajudando o setor a equilibrar as vendas. O setor de pesados sofreu um pouco mais e já se recupera. A reparação de pesados vem obtendo resultados positivos, com crescimento da frota nos últimos anos e por conta da inspeção ambiental veicular. Em pesquisa realizada pelo Sindirepa-SP, com 20 oficinas especializadas em diesel, verificou-se que houve aumento no movimento de serviços de, no mínimo, 20%. Os motoristas estão fazendo a pré-inspeção para revisão e a pós-inspeção quando o veiculo é reprovado pela vistoria da prefeitura. Inclusive, o Sindirepa-SP possui o Programa de Seleção de Oficinas para Atendimento Pré e Pós-Inspeção Ambiental Veicular, que possui 270 oficinas credenciadas (separadas por segmento: linha leve, diesel e motocicletas) que estão aptas a oferecer serviços e que têm equipamentos homologados pelo INMETRO para medição de gases. Essas oficinas podem ser consultadas pelo consumidor no site da entidade www.sindirepa-sp.org.br . O programa é amplamente divulgado pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente, que cuida da inspeção ambiental na cidade de São Paulo como forma de orientar o consumidor a escolher uma oficina que esteja preparada para fazer a pré e pós-inspeção.

O que foi aprendido pelo segmento que o sr. representa com a crise?
Antonio Fiola
- O setor de reparação de veículos mostrou a sua força em tempos de crise e chamou a atenção dos fabricantes para o mercado interno. Em 2009, a reposição automotiva obteve crescimento de 4% e a previsão para este ano é 9,5%. O conceito de manutenção preventiva preconizado pelo programa Caminhão 100%/ Carro 100% / Moto 100% aliado à implantação da inspeção ambiental veicular na cidade de São Paulo tem despertado o interesse do motorista para o assunto. Esse motorista começa a entender os benefícios dessa prática que, além de mais econômica, diminui o consumo de combustível, garante maior segurança e reduz a emissão de poluentes. O Sindirepa-SP juntamente com o GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, que reúne as entidades que representam o setor da reposição (Sindipeças, Andap, Sicap, Sincopeças-SP e o Sindirepa-SP), avançou também com a retomada da discussão no Congresso sobe a implantação da Inspeção Técnica Veicular no Brasil. Estamos acompanhando de perto esse assunto, que é liderado pelo deputado federal Hugo Leal, autor da lei seca.

A reparação de veículos pesados tem passado por mudanças na relação com o fornecedor? Quais?
Antonio Fiola
- O mercado é dinâmico, mas o segmento pesados por sua característica, que envolve peças com alto valor agregado, conta com distribuidores bem preparados e ágeis para atender à demanda diversificada em todo o território nacional, pois, em algumas localidades, a frota é mais antiga, em outras é mais nova.

A indústria de componentes para veículos se esforça para uma aproximação maior com as oficinas, forma de transmitir os conceitos das aplicações dos produtos e sua filosofia comercial. De que forma o sr. avalia esse movimento?
Antonio Fiola - Há muitos fabricantes que possuem bom relacionamento com as oficinas, porque percebem a importância de estar perto da ponta. Há muitos exemplos nesse sentido. Essa aproximação se faz cada vez mais necessária.

Quais são, atualmente, os principais desafios para o segmento de reparação?
Antonio Fiola
- Investimento em capacitação profissional para acompanhar a evolução tecnológica e criação de linha de financiamento voltada para a atualização de equipamentos, bem como para a melhoria das instalações. Além disso, é necessário estabelecer linha de crédito para o consumidor, pois não dá para o reparador arcar com esse custo.

Quais as principais tendências no aspecto negócios nas oficinas?
Antonio Fiola
- As oficinas estão cada vez mais profissionalizadas. O reparador precisa se tornar um empresário e saber gerir o seu negócio de uma forma global. É preciso ter profissionais dedicados à administração. Também é necessário investir na parte técnica e ter instalações modernas. As oficinas estão mais organizadas e visualmente mais bonitas.  O cliente é exigente, busca qualidade de serviços e bom atendimento. Pesquisa da GIPA, órgão internacional especializado em mercado de pós-venda, revela que esses dois itens são mais importantes para o cliente do que o preço. Aguardamos a aprovação na Assembléia Legislativa do Projeto de Lei 322 que visa a regulamentação das oficinas no Estado de São Paulo. Na verdade, muitas oficinas já cumprem os requisitos exigidos pelo projeto até por mera necessidade gerada pela concorrência de mercado. Contudo, a lei vai servir para regulamentar essa atividade, assim como já acontece em outros setores da economia.

De que forma a entidade participa da capacitação profissional?
Antonio Fiola
- A entidade possui convênio com o Senai para a realização de cursos voltados para a reparação automotiva, além de ter uma parceria com o Sebrae-SP que viabiliza a realização de palestras gratuitas por várias cidades do interior do Estado de São Paulo. Criado em 2005, o projeto Educação Continuada já promoveu centenas de palestras gratuitas para mais de 4 mil empresários e profissionais do setor da reparação de veículos por meio dos núcleos do “Projeto Empreender” (Sebrae-SP e Associação Comercial) e grupos independentes  do setor. Recentemente, também foi firmado convênio com a Empresa Brasil Automático, especializada em cursos de transmissão automática. A iniciativa permitirá que as empresas associadas ao SINDIREPA-SP possam ter condições especiais para a realização de cursos nessa área. Além disso, o programa Caminhão 100%/ Carro 100%/ Moto 100% tem o foco na capacitação profissional que, na primeira etapa, contou com a participação de 6 mil participantes. Este ano será implantada a segunda fase, que contempla cursos do Senai para os mais 5 mil de aprovados. Enfim, a capacitação profissional é uma carência do setor e existem várias ações que geram oportunidade aos reparadores.

O segmento de reparação/reposição é responsável por 15,6% do montante produzido pela indústria de componentes. Na sua percepção essa fatia tende a ser maior em futuro próximo?
Antonio Fiola
- Esse número cresceu nos últimos anos. Em 2007, a reposição representava 12%, 2008 13,5% em 2009, passou para 15%. Isso mostra que a reposição tem espaço para crescer. Tudo depende de preparar a base que são as oficinas com treinamento. A missão é fazer com que os reparadores sejam propagadores da manutenção preventiva para os seus clientes, mostrando o lado positivo dessa prática. O consumidor desconhece esse assunto que precisa ser explicado pelo mecânico de confiança. O programa Caminhão 100% / Carro 100% / Moto 100% tem ajudado a disseminar esse conceito que deve ser reforçado com a ampliação da inspeção ambiental veicular na cidade de São Paulo para toda a frota circulante. Muitos reparos, como retífica de motores em veículos com vazamento de óleo, por exemplo, não eram feitos e agora, para passar na inspeção, os motoristas começam a se preocupar mais com o estado de conservação do veículo, o que gera demanda para toda a cadeia e aumenta as vendas dos fabricantes para o mercado de reposição.

O que têm mudado no relacionamento comercial da reposição com a indústria?
Antonio Fiola
- O relacionamento está mais maduro e profissional e os fabricantes começam a entender a importância da ponta que são as oficinas, responsáveis por gerar demanda.

Os reflexos da inspeção veicular sobre o segmento já podem ser  mensurados? Em qual proporção?
Atonio Fiola
- Sem dúvida, há reflexos positivos que devem se acentuar ainda mais este ano com a ampliação da inspeção ambiental veicular, para toda a frota circulante da cidade de São Paulo. A estimativa é de aumento, em média, de 20% nas oficinas que estão preparadas para atender à essa demanda. Como disse anteriormente, o Sindirepa-SP possui um programa de Seleção de Oficinas para Atendimento Pré e Pós-Inspeção Ambiental Veicular que avança e já conta com 270 oficinas. É uma excelente oportunidade para aumentar o movimento de serviços.

Há campanhas que incentivam a inspeção. Em que medida a entidade está comprometida com essa missão?
Antonio Fiola
- A entidade está totalmente envolvida com o programa inédito Caminhão 100% / Carro 100% / Moto 100% que visa conscientizar os motoristas sobre a importância da manutenção preventiva. No segmento de pesados, o programa realiza avaliação gratuita de caminhões para checar vários itens. Essa iniciativa faz parte de uma parceria do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva – junto com o grupo CCR, concessionária que administra a Nova Dutra e realiza o projeto Estrada para a Saúde, na rodovia Presidente Dutra, que cuida de vários aspectos relacionados à qualidade de vida e à saúde do caminhoneiro. 

Como o sr. avalia os resultados da campanha Caminhão 100% e a importância dessa campanha relacionada com a AUTOMEC Pesados & Comerciais?
Antonio Fiola
- Os resultados do programa Caminhão 100% são excelentes. Como mencionei, anteriormente, as avaliações gratuitas na rodovia Presidente Dutra tem servido para a criação de um rico laboratório, que vai gerar dados sobre o estado da frota circulante de caminhões que trafega na rodovia Presidente Dutra. Além disso, o programa já realizou a primeira parte do curso de capacitação e deve implantar a segunda fase este ano. O programa também colocou em evidência na imprensa a importância da manutenção preventiva para garantir a segurança no trânsito e reduzir emissões de poluentes. Além disso, também contribuiu para a retomada da discussão sobre a implantação da Inspeção Técnica Veicular no Brasil, assunto que está parado há mais de 10 anos no Congresso.  O GMA foi convidado para participar da audiência pública que tratou do assunto em outubro do ano passado.  A Feira é uma oportunidade para mostrar os resultados do programa, bem como expor uma estação de Inspeção Veicular Técnica para pesados, algo inédito e que visa chamar a atenção do setor para esse tema.

As oficinas têm se modernizado? Quais as principais mudanças apresentadas no aspecto gestão, novas tecnologias e relacionamento com o cliente?
Antonio Fiola
- Tudo mudou. As instalações estão mais modernas e bonitas. As novas tecnologias exigem conhecimento técnico e treinamento permanente. São os novos desafios do setor. A cada lançamento de um modelo surge uma nova tecnologia que deve ser incorporada na reparação. Hoje, temos uma variedade enorme de modelos de veículos. São mais de 400, a frota aumentou de tamanho, chegando a 28 milhões de unidades, sendo que 80% desse volume são atendidos pelas oficinas que não são autorizadas até em período de garantia do fabricante.  É um vasto universo de veículos que precisam ser atendidos, o que é muito bom para o setor da reparação, que apesar das dificuldades impostas tem a confiança do cliente, algo muito valioso e que merece toda a atenção.

A AUTOMEC Pesados & Comerciais apresenta aumento de 30% na demanda por espaço, incluindo a presença de expositores de outros países. Como o sr. avalia essa procura maior por esse canal de negócios?
Antonio Fiola - É natural essa evolução. Como a primeira AUTOMEC Pesados foi um sucesso, a segunda tem um número maior de expositores. Além disso, enquanto a maioria dos mercados registrou queda nas vendas de veículos no ano passado, o Brasil teve recorde, o que atrai a atenção de outros países interessados em nosso mercado. Assim como a Automec para a linha leve, a Automec Pesados se consolida como importante evento para a linha pesada que merecia uma feira exclusiva. Além disso, a organização do evento promoveu melhorias importantes nas instalações do Anhembi, como reforma em banheiros e acessos ao pavilhão o que facilita o fluxo de visitantes. O sistema de credenciamento ficou mais rápido, agilizando a entrada do público.

Quem apoia
A  AUTOMEC PESADOS & COMERCIAIS tem o apoio das principais entidades brasileiras do setor: SINDIPEÇAS (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), SINDIREPA/SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Associados do Estado de São Paulo), ANDAP (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), SICAP (Sindicato do Comércio Atacadista de Peças e Acessórios para Veículos de São Paulo) e SINCOPEÇAS (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) e SAE BRASIL. Também apóiam o evento: CÁMARA DE AUTOPARTES DEL URUGUAY (Câmera de Fabricantes de Componentes Automotores), CAPAFAM (Cámara Paraguaya de Fabricantes de Autopartes y Motopartes) e AFAC (Asociación de Fabricas Argentinas de Componentes).

Mais informações:
 Data: 27 de Abril a 1° Maio de 2010
Horário: Terça a sexta-feira, das 10h às 19h / Sábado, das 9h às 17h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - São Paulo – SP
www.automecpesados.com.br

Mais informações para a Imprensa:
Coordenação de Comunicação Reed Exhibitions Alcantara Machado
Antonio Alves - antonio.alves@reedalcantara.com.br
Elaine Tessarolo - elaine.tessarolo@reedalcantara.com.br

Assessoria de Imprensa da AUTOMEC PESADOS & COMERCIAIS:
Press Express Comunicação Ltda.
Tel: +55 11 3284-4322 / 5164
Roberto Custódio - roberto@pexpress.com.br
Tárcia Oreste - tarcia@pexpress.com.br
Cecília Fazzini - fazzini@terra.com.br
Celso Freitas - celso@pexpress.com.br

Sobre a Reed Exhibitions Alcantara Machado
Criada em abril de 2007, a Reed Exhibitions Alcantara Machado é resultado da joint venture firmada entre a maior promotora de feiras do mundo – a Reed Exhibitions, presente no Brasil desde 1997 – e a maior da América Latina – a Alcantara Machado Feiras de Negócios, fundada em 1956 e que teve seus primeiros eventos, a Feira Internacional da MECÂNICA, em 1959, e o SALÃO DO AUTOMÓVEL, em 1960.
A parceria teve início em 2006, com a realização da FEICON BATIMAT (Feira Internacional da Indústria da construção), seguida da ISC BRASIL (Feira de Segurança Eletrônica) e do SISP (Salão Imobiliário São Paulo).
Com escritório na cidade de São Paulo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado conta com a colaboração de 150 funcionários e realiza atualmente mais de 40 feiras de negócios no Brasil, eventos dos mais diversos segmentos da indústria. Entre os objetivos da promotora estão propiciar aos expositores e seus clientes a oportunidade de incrementar negócios, trazer eventos internacionais para o Brasil, bem como realizar novas parcerias.

Sobre a Reed Exhibitions
A Reed Exhibitions é a principal organizadora de eventos do mundo. Em 2007, a Reed reuniu mais de 7 milhões de profissionais ao redor do mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Hoje, os eventos da Reed estão presentes em 37 países, distribuídos pelas Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia e organizados por 38 escritórios próprios que empregam mais de 2.700 funcionários.
A Reed Exhibitions organiza uma série de eventos, incluindo exposições, conferências, congressos e reuniões. O portfólio contém mais de 470 eventos que atendem 44 setores da indústria, abrangendo: aeroespacial e aviação, automotivo, construção, eletrônicos, energia, engenharia, entretenimento, meio ambiente, alimentação e hospitalidade, presentes, saúde, TI, jóias, ciências naturais e farmacêutica, propriedades/imóveis, manufatura, máquinas e equipamentos educação médica, embalagem e transformação, impressão e comunicação visual, segurança, esporte e lazer, turismo.
O estreito relacionamento da Reed com profissionais, associações de classe e órgãos governamentais assegura que cada evento seja de interesse e relevância para os mercados atendidos. Como resultado, muitos eventos da Reed tornaram-se líderes em suas áreas.
A Reed Exhibitions pertence à Reed Elsevier Group plc, uma companhia listada entre as 100 maiores da Bolsa de Valores de Londres e líder mundial na divulgação e geração de informações.


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